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Infartos, falências e suicídios: 30 anos depois, Collor pede perdão por confisco da poupança

Collor pede perdão pelo confisco do saldo de cadernetas de poupança

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Infartos, falências e suicídios: 30 anos depois, Collor pede perdão por confisco da poupança

Trinta anos depois da tão criticada medida de confiscar o dinheiro da poupança dos brasileiros, Fernando Collor pediu perdão pela atitude em seu Twitter, nesta segunda (18).

O ex-presidente e atual senador de Alagoas, afirmou que a medida foi arriscada e reconheceu que errou.

“Acreditei que aquelas medidas radicais eram o caminho certo. Infelizmente errei. Gostaria de pedir perdão a todas aquelas pessoas que foram prejudicadas pelo bloqueio dos ativos”, disse Collor.

Reação

A recepção do pedido de desculpas de Fernando Collor não tem sido das melhores. Afinal de contas a decisão do então presidente afetou negativamente a vida de milhares de pessoas. Infartos, falências e suicídios; esses foram os resultados da gestão Collor.

Uma matéria recentemente publicada pelo site da BBC destaca histórias de brasileiros que tiveram seus sonhos interrompidos, como por exemplo a de um empresário de Blumenau (SC), prestes a expandir seus negócios, ficou só com uma loja. Endividado, passou a tomar empréstimos e a hipotecar bens. Não aguentou. Em 1999, aos 60 anos, morreu de infarto. Não foi um caso isolado.

Pelo Brasil afora, milhares de empresários não tiveram como honrar seus compromissos. Foram obrigados a suspender pagamentos e a demitir funcionários. A maioria foi à falência.

O Plano Collor limitou os saques a 50 mil cruzeiros, moeda que substituiu o cruzado novo. A promessa do governo à época era controlar a inflação e desbloquear o dinheiro um ano e meio depois. O controle da inflação só veio em 1994, com o Plano Real. As perdas dos poupadores com o Plano Collor até hoje é discutida na Justiça.

Outra história que ilustra o sentimento de quem viveu à época aconteceu no dia 19 de março, apenas três dias depois do anúncio do pacote econômico, um dentista de Campos (RJ) tirou a própria vida, com um tiro no ouvido. Sua família relatou à polícia que ele caiu em depressão ao saber que suas economias, depositadas na caderneta de poupança, tinham sido bloqueadas. Com o dinheiro, ele planejava comprar um apartamento em Niterói (RJ) para os filhos.

À BBC, o ex presidente Fernando Collor de Mello minimizou: “Não tenho conhecimento de aumento das taxas de suicídio, que possa ser associado às medidas econômicas. Falências podem ter havido, mas são parte da dinâmica natural de uma economia competitiva”

4 Comments

4 Comments

  1. maria valdivina

    19 de maio de 2020 at 11:00

    eu fa numero i desse cara foi uma decpção nao so para mim mas para todos que votou nele fica aqui o meu repudio

  2. EDUARDO Gonçalves

    19 de maio de 2020 at 18:02

    Para verificar se é arrependimento ou somente política, é fácil pegue seu patrimônio e distribuia aos necessitados. Já será um grande alívio para os milhares de brasileiros prejudicados até hoje.

  3. Doris

    19 de maio de 2020 at 21:56

    Canalha, safado, bandido!
    Não entendo como o povo de Alagoas é tão burro e voto num chorume desses!

  4. Carlos

    21 de maio de 2020 at 17:54

    Fernando Color de Melo contínua agindo como o canalha que sempre foi! Não te iludas ele está trabalhando em algum plano político para as próximas eleições cuidado esse elemento não deveria ter sido eleito para nada infelizmente a maioria dos brasileiros têm memória curta então se preparem esse canalha quer se eleger outra vez.

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