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Bolsonaro autoriza extradição do espanhol autor da ‘Matança de Atocha’

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Bolsonaro autoriza extradição do espanhol autor da ‘Matança de Atocha’

A Justiça espanhola quer que García Juliá, hoje com mais de 65 anos, cumpra os 10 anos de prisão restantes da sentença de 30 anos

O Brasil notificou a Espanha que extraditará um dos autores do atentado de 1977, em Madri, conhecido como “Matança de Atocha”, preso em São Paulo em dezembro de 2018, informou o Itamaraty.

O Supremo Tribunal Federal (STF) determinou em 23 de dezembro que Carlos García Juliá, um dos responsáveis pelo ataque contra um escritório de advogados comunistas em que morreram cinco pessoas, já esgotou todos os recursos na Justiça brasileira.

O ministério brasileiro de Relações Exteriores informou que o presidente Jair Bolsonaro autorizou a extradição e que García Juliá está apto para ser entregue à Espanha em um prazo de 60 dias.

Este prazo começou a contar na quinta-feira, quando a embaixada espanhola em Brasília recebeu a notificação.

Segundo o Itamaraty, agora a Espanha deverá informar sobre os dados da escolta que virá ao Brasil para efetuar a retirada.

A Justiça espanhola quer que García Juliá, hoje com mais de 65 anos, cumpra os 10 anos de prisão restantes da sentença de 30 anos recebida em 1980 pelo assassinato de cinco pessoas.

Em 24 de janeiro de 1977, ele e outros três militantes de extrema direita invadiram o escritório com pistolas e assassinaram três advogados comunistas, um estudante de Direito e um funcionário.

A “matança de Atocha”, em referência à rua Atocha, onde ocorreu o crime, causou comoção na Espanha, que estava em transição para a democracia e era sacudida por atentados. Eles pesaram na decisão de legalizar o Partido Comunista alguns meses mais tarde.

Em 1991, García Juliá recebeu liberdade condicional e foi autorizado a viajar ao Paraguai, de onde fugiu e começou um périplo pela América do Sul.

Dez anos depois, em 2001, a Justiça espanhola pediu sua extradição para a Bolívia, onde teria sido detido, mas voltou a fugir, aproveitando-se de um benefício penitenciário.

Ele foi preso novamente em 5 de dezembro de 2018 em São Paulo onde, segundo a imprensa espanhola, ele trabalhava como motorista da Uber em São Paulo com identidade venezuelana.

(AFP)

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