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Carne bovina vira alvo de criminosos por causa da alta dos preços

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Carne bovina vira alvo de criminosos por causa da alta dos preços

Caminhões que transportam carne bovina tem recorrido à escolta armada por causa do crime organizado.

Depois que o preço da carne bovina começou a subir, em decorrência do aumento das exportações e da redução da oferta no Brasil, caminhões que transportam carne de frigoríficos tiveram que começar a andar com escolta armada. Isso ocorreu porque, uma vez que a alta acumulada da carne bovina em 2019 foi foi de 32,4%, um caminhão lotado de carne passou a valer entre R$ 800 mil e R$ 1 milhão, chamando a atenção do crime organizado.

Levantamento feito pelo jornal O Estado de São Paulo aponta que no último mês, secretarias de 11 Estados e do Distrito Federal registraram 23 ocorrências de roubos de carne bovina. Algumas tiveram relação com roubo de gado vivo, direto do pasto, mas foram casos isolados. Há pouco mais de uma semana, o vigilante Carlos Henrique Menoio de Carvalho foi morto durante uma tentativa de assalto a um caminhão no Rio de Janeiro.

A Confederação Nacional dos Trabalhadores da Segurança Privada explica que situação de violência contra as transportadoras e frigoríficos obrigou as empresas a contratarem serviços de escolta armada para as cargas, o que eleva ainda mais o custo do produto. O presidente da CONTRASP, João Soares, afirma que as quadrilhas que estão indo atrás dos caminhões de carne são as mesmas que efetuavam ataques a empresas de transporte de valores.

A partir de relatórios policiais, Soares explica que as técnicas e o armamento pesado utilizados pelos criminosos em ambos os tipos de roubo de são os mesmos. No caso da morte do vigilante do RJ, a quadrilha estava em dois carros, armada com fuzis calibre 556, para roubar a carga avaliada em R$ 1 milhão. Com base em sua experiência no setor de segurança, o presidente da CONTRASP acredita que a escolta de cargas de carne em rodovias é uma demanda nova para a área da segurança privada.

A CONTRASP estima que os roubos a caminhões de carne já superaram o número de assaltos a carro-forte no País. “O crime organizado sempre dá um passo à frente. Sempre está se renovando. Como a carne subiu demais, agora as empresas estão contratando escolta porque não querem ter prejuízo. Os frigoríficos resolveram contratar escolta. É uma modalidade nova, desconhecida inclusive por nós, da área de segurança privada”, afirma Soares.

De acordo com o presidente do Sindicato das Indústrias Frigoríficas do Estado de Goiás, Leandro Stival, os frigoríficos têm investido na contratação de sistemas de rastreamento e de empresas de seguro para prevenir assaltos. “Isso aumenta o custo de frete, que acaba sendo repassado para o consumidor. Além disso, tendo que pagar um seguro mais alto, isso desestimula o frigorífico a vender para Estados onde ocorrem mais assaltos, como Rio de Janeiro e São Paulo”, diz.

Informações do Estadão

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