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“Fica muito evidente o desejo do Supremo de desfazer a Lava Jato” Diz Janaína

JUSTIÇA

“Fica muito evidente o desejo do Supremo de desfazer a Lava Jato” Diz Janaína

Em entrevista ao jornal ‘O Globo’, a deputada estadual, Janaina Paschoal, disse que o Supremo “não esta entendendo o momento histórico que vivemos”

Perguntada sobre o futuro da Operação Lava Jato, que vem sofrendo duros golpes, especialmente da Suprema Corte brasileira, a jurista respondeu:

“O Supremo está jogando baldes de água com gelo em tudo. Porque existem temas passíveis de interpretações, mas anular processos pela ordem das alegações finais entre réus? Você tem argumentos jurídicos pró-prisão em segunda instância, contra prisão em segunda instância, isso é fato. Mas mudar de opinião em pouco mais de um ano? Fica muito evidente o desejo do Supremo de desfazer a Lava Jato“.

Impeachment de Toffoli

Janaina também explicou as razões que a levaram a pedir o impeachment do presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Dias Toffoli

“O ministro Toffoli instaurou um inquérito sigiloso para investigar qualquer um que fale contra o Supremo e distribuiu esse inquérito à revelia das regras de distribuição; pediu pra recolher uma revista [Crusoé] e na sequência suspendeu todas as apurações instauradas em informações do COAF e da Receita Federal. Ele usou o poder dele de maneira absolutamente fora do padrão e, no caso da instauração do inquérito, se valendo da condição de presidente da Corte. Para mim, é flagrante crime de responsabilidade, que se agrava quando a gente constata por força de notícias de que havia movimentações suspeitas por parte dele e da família dele e também do ministro Gilmar Mendes e da sua família. Não estou dizendo que essas movimentações existam e que, eventualmente, haja algo ilícito, mas uma autoridade não pode usar o seu poder, usar uma roupagem de ação institucional para se blindar“.

Questionada se o pedido de impeachment do presidente do STF não poderia insuflar aquelas manifestações que pedem o fechamento da Suprema Corte, a deputada respondeu o seguinte:

“A minha atuação é sempre na Constituição. Não sou do tipo que fica chamando o povo pra ir para a rua. Mas a depender do grau de descontentamento, de indignação que infelizmente nosso país dá margem, pode não ter volta. Eu faço a minha parte técnica, se tiver uma audiência no Senado, vou fazer a sustentação técnica, mas eu não vou botar fogo na população“.

Sobre a possibilidade de ocorrerem no Brasil protestos violentos como os que ocorrem no Chile, a jurista disse:

“Hoje não, mas é bom não folgar. Acho que o Supremo, digo isso respeitosamente, está pecando muito. Não está entendendo o momento histórico que vivemos“.

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