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Tal Pai, Tal filho; Caso semelhante ao do Sítio de Atibaia pode levar filho de Lula para cadeia

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Tal Pai, Tal filho; Caso semelhante ao do Sítio de Atibaia pode levar filho de Lula para cadeia

Apartamento de luxo em SP liga verba da Oi à família de Lula

De acordo com a Operação Lava Jato, um apartamento de 335 m² em região nobre da zona sul de São Paulo é apontado como um dos principais indícios de que o empresário Jonas Suassuna usou dinheiro de contratos com a Oi para beneficiar a família do ex-presidente petista, Luiz Inácio Lula da Silva.

Conforme informações divulgadas pela Folha de S. Paulo no último sábado (14/12) Suassuna adquiriu o apartamento em 2009, por 3 milhões de reais. O imóvel foi reformado e mobiliado por ele ao custo de, segundo estimativa da Polícia Federal, ao menos R$ 1,6 milhão.

Em 2013, Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha – filho do ex-presidente – alugou o apartamento, que ocupa sozinho o 23º andar de um dos dois edifícios do condomínio Hemisphere.

Suassuna também é dono de parte do sítio usado por Lula. A PF desconfia que tanto o apartamento quanto o terreno em Atibaia foram comprados com dinheiro de contratos comerciais feitos sem lógica econômica, uma fachada para dar aparência legal às transferências.

Apesar de ter comprado o imóvel, antes de escolher a planta do apartamento Suassuna mandou um email sobre o assunto a Lulinha. A PF suspeita que essa decisão tenha partido de Lulinha.

Há suspeita também de que eletrodomésticos usados por Lulinha tenham sido comprados pelo dono do apartamento e também por Kalil e Fernando Bittar —que também é dono do sítio de Atibaia.

“Seguem os orçamentos dos produtos escolhidos pelo Fabio e esposa. Preciso transformá-los em pedido e negociar com você a forma de pagamento e desconto”, diz um email enviado a Kalil em outubro de 2013, acessado após busca e apreensão da PF.

O imóvel é descrito pela PF como “um residencial de alto padrão” que “possui localização privilegiada, com predomínio de imóveis residenciais”.

Além disso, Lulinha alugou o imóvel por modestos 15 mil reais mensais; a perícia, contudo, diz que um imóvel similar na região, mobiliado, custava R$ 40 mil mensais.

“Há indícios de que esse imóvel possa ter sido adquirido com a finalidade específica de servir de moradia depois para Fábio Luís Lula da Silva”, disse o procurador Roberson Pozzobon na última terça, após a operação. “É muito semelhante ao que aconteceu também no sítio de Atibaia.”

*Com informações da Folha De S. Paulo e MBL News

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